March 9, 2026

Se pudesse redesenhar as regras do jogo corporativo, o que mudaria amanhã?

Se pudesse redesenhar as regras do jogo corporativo, o que mudaria amanhã?” Foi este o desafio lançado a várias executivas de diferentes setores, percursos e gerações, para assinalar o Dia Internacional da Mulher.

Num contexto empresarial em que a diversidade deixou de ser apenas uma bandeira reputacional para se tornar uma questão estratégica, estas vozes femininas ajudam a reimaginar o futuro das organizações. O que precisa de ser desconstruído? Que práticas já não fazem sentido? Que novas regras podem tornar as empresas mais justas, mais humanas e, paradoxalmente, mais competitivas?

As respostas que se seguem são um retrato plural de ambição, inconformismo e visão.

Elsa Veloso, especialista em Proteção de Dados, Compliance e Governance

O tempo continua a ser tratado como um sinal de dedicação quase ritual — horas acumuladas, disponibilidade permanente, agendas saturadas. No entanto, organizações maduras sabem que o verdadeiro critério de liderança é o valor criado e a qualidade das decisões. Uma governance moderna mede impacto, resultados e não a presença.

Mudaria também a forma como distribuímos o poder. Muitas estruturas empresariais continuam presas a modelos hierárquicos que reproduzem proximidades históricas mais do que competência estratégica. A boa governance exige instituições abertas ao mérito, à diversidade de pensamento e à capacidade de questionar pressupostos estabelecidos, capacidades muito próprias das Mulheres.

Mas, acima de tudo, reforçaria a confiança como princípio organizador. Sem confiança não há inovação, não há responsabilidade real e não há liderança capaz de enfrentar contextos complexos. Empresas que confiam nas suas líderes criam espaço para decisões difíceis, pensamento independente e transformação genuína.

No fundo, redesenhar o jogo corporativo não é apenas uma questão de igualdade e equidade. É uma questão de inteligência institucional. Organizações que governam melhor são também aquelas que conseguem aproveitar plenamente o talento.

No fundo, redesenhar o jogo corporativo não é apenas uma questão de igualdade. É uma questão de inteligência institucional. Em muitas organizações, o talento feminino continua a ser um recurso subutilizado: mulheres altamente qualificadas que enfrentam menores oportunidades de decisão e remunerações inferiores. Uma governance verdadeiramente moderna não pode tolerar este desperdício de valor. As instituições que prosperam são aquelas que sabem reconhecer e mobilizar todo o talento disponível — sem exceções.

Leia o artigo na íntegra aqui: https://executivedigest.sapo.pt/se-pudesse-redesenhar-as-regras-do-jogo-corporativo-o-que-mudaria-amanha-executivas-respondem/#goog_rewarded